A QUE FICOU DE VIR

Foi na alameda, pelo outono. Eu lia
versos tristes à tarde de aquarela,
quando a mão lhe senti, que me cobria
os doloridos olhos cheios dela!

Toda, de verde para mim sorria. . .
E o seu sorriso um sonho me revela:
a nossa história, no morrer do dia,
nasceu - e se tornou radiosa e bela!

É mister que ela parta, no entretanto.
Tomba a noite, sem astros. Desolado,
eu lhe enxugo, chorando, o amargo pranto...

O caminho de pétalas se junca.
- Eu voltarei um dia, meu amado!
E esta linda mulher não voltou nunca...