EXALTAÇÃO

Vens a mim, docemente, ardendo de desejo,
e poes em minha bôca a brasa do teu beijo.
Estás nervosa e branca. Até lembras a lua,
que despe o manto de ouro e fica toda nua,
enchendo de volúpia as estrelas e as rosas.
Aperto em minhas mãos as tuas mãos nervosas.
Contemplamos a noite imensa que relumbra
cheia de astros. E, os dois, ficamos na penumbra,
que agora se ilumina, ao seu vivo esplendor,
sentindo o amor! gozando o amor! vivendo o amor!