HUMILDADE

Vives cantando, alma à alegria presa,
minha cigarra lírica de tranças.
Transformas o meu parque de tristeza
num canteiro sonoro de esperanças.

Tua voz lembra a voz de uma princesa
de outras eras longínquas. Não te cansas
de cantar! E, a escutar-te, com surpresa,
vejo, sonhando, as rosas e as crianças...

Cantas – e encantas a minha alma inquieta.
Fazes da minha vida de poeta
a sinfonia da tua alma em flor.

Tua voz transfigura e purifica.
Que tesouro de sons! És muito rica!
como eu sou pobre para o teu Amor!