DIVINA POESIA

Bem haja a hora em que fiz
o meu primeiro verso

                 Alberto de Oliveira.

Bem haja o instante em que eu, aturdido e risonho,
ao embalo da rima, acalentei meu Sonho...
Em que, maravilhado - um deus em forma de homem! -
a buscar o que é eterno e os tempos não consomem.
alcancei pelo amor, obediente a seu rito,
o infinito esplendor do mistério infinito...

Bem haja a hora inicial da minha vida de arte,
quando, louco, saí a ouvir, por toda a parte,
a corrente de sons que de meu ser fluía.
Hora em que, sobre mim, a Divina Poesia
esparziu sua bênção leve como um véu...
E eu senti, pela terra, o perfume do céu...