PETRÓPOLIS

No píncaro da serra, entre as hortênsias,
a formosa Petrópolis pompeia,
quer de dia, às solares refulgências,
quer de noite, ao clarão da lua cheia.

Muitas vezes a bruma que vagueia
nos ares vem vesti-la de inocências,
dando-lhe o garbo das adolescências
cujo corpo alva túnica sombreia. . .

Ó cidade romântica e fidalga!
quem tua sera verde, em ânsias, galga,
para arrancar-te esse alvacento véu,

compreende, ao descerrar de graças tantas,
que, se a terra termina em tuas plantas,
em tua fronte principia o céu...