SONETO

Adolescentes pálidas e estranhas,
que andais à sombra de altos eucaliptos,
túnicas inconsúteis se rasgando
nos dentes da luxúria, em noites ébrias.

Raparigas em flor de um mundo velho
sem amor, mas com sexo e bomba atômica.
E bombas de hidrogênio, bombas de ódio,
que ameaçam continentes, mesmo a Espécie...

Por vossas mãos tão várias e volúveis
passarão os pecados e os tesouros.
E não se erguerão mais, postas e unidas!

Soltas no mundo, para onde ides?
Como rejuntareis os mil pedaços
das túnicas rasgadas pelas feras?