SONETO DA NATIVIDADE

Esperei que viesses numa nuvem
nimbada de ouro, pelo espaço azul,
e por um raio de luar descesses,
avezinha, ao teu ninho cor de rosa .

Ouvi músicas soltas nos espaços
e vi estrelas novas no infinito,
no dia em que chegaste, como o fruto
que eu esperava na árvore da vida...

Do seio da mulher que divinizas,
porque lhe deste a própria eternidade,
surgiste, astro inocente, lírio humano.

O coração do poeta é todo pluma
para acolher te, para aconchegar te,
meu Rei! meu Filho! minha vida em flor!