NATUREZA

Sem ambições, sem desesperos, sem
orgulho fátuo, no sertão me insulo.
Ante as árvores pródigas me anulo,
na renúncia sem par de um grande bem.

Adoro o céu, a luz e a água que vem
cantando, de alta serra, em suave arrulo...
E mais à terra mãe eu me vinculo,
embora traga o espírito no além ...

Natureza! em teu selo tu me enleias!
Como sangue a correr em tuas veias,
vibro. Mas tuas forças me consomem!

Que do Cosmos em face à imensidade,
de nada vale a trêfega vaidade
do miserável ídolo – que é o homem.