PUREZA

Tudo aqui está cheio de inocência:
estes claros regatos cristalinos,
que cantam suas músicas serenas
no vale aberto em místicas boninas...

E as nuvens cor de leite que, indolentes,
vagam no azul - espumas do infinito -
espelhando na linfa transparente
a candura das formas fugidias...

E esta garça de penas intangíveis
que, toda alvura, como alado lírio,
níveas asas de pluma ao vento solta...

E esta névoa que vaga na montanha...
E este fumo que sobe da lareira...
É este desejo de ser bom... É um sonho!