POEMA DO NOVO MUNDO

Surgiste do limbo da História
para as cruzadas da liberdade,
para as lutas em prol da humanidade,
ó Mundo Novo de uma nova glória!

Na cidade sem par da América do Norte,
como símbolo audaz de um espírito forte,
banha se na claridade
de um sol que a todos dá o seu clarão fecundo
– a, estátua da fraternidade
"A Liberdade iluminando o mundo.”

E na América do Sul,
ante o brasão de estrelas que é o Cruzeiro
eterno, a cintilar no eterno azul,
sobre o píncaro altaneiro
do imenso Corcovado,
como dizendo: Paz! – à humanidade aflita,
e aos vândalos cruéis dizendo: — Amor!
— para todo o universo,
em glória e luz imerso,
abre os braços em cruz o Cristo Redentor!

Por isso, o genovês que devassou os mares,
em procura de ti, escudado na Fé,
com certeza sentiu, ao respirar teus ares
e ao contemplar teu céu tão alto e tão profundo,
que descobrira, enfim,
o coração do Mundo...