JUVENAL GALENO

Em tua lira, Juvenal Galeno,
vibrava toda a vida trágica e violenta,
               de amarguras,
               contrastes
               e bravuras
de tua Terra e de teu Povo!

Misturavam-se, na polifonia de teus poemas,
rugidos de ondas,
trinos de pássaros,
aboios de vaqueiro e choro de violas...

Teu verso era um cristal mágico,
refletindo o martírio cósmico da gleba
e a tragédia humana
de teus irmãos das várzeas e caatingas.

               Porque viveste no alto de uma serra,
               tinhas a fronte cheia de infinito...
Eu penso, ó Juvenal Galeno,
na minha exaltação emocional de artista novo,
que tenta desvendar o mistério íntimo das coisas
               na natureza inquieta,
- eu penso que foste
um pedaço do Ceará que se humanizou
               e se fez Poeta!